A História de Caldas Novas
Do descobrimento das águas ao começo das Caldas

Na verdade, a história de Caldas Novas começa bem antes da saga do coronel Bento de Godoy. Diz a tradição que um dos grupos exploratórios da bandeira de Bartolomeu Bueno, na rota que seguiu entre o sítio do Catalão e as margens da Lagoa Feia, localizou as águas quentes pela primeira vez. Segundo Juca de Godoy, o grupo designado para explorar o maciço tocou pela esquerda do rio Corumbá na direção Norte, tendo cruzado o rio abaixo da barra do Pirapitinga. O lugar ainda hoje tem o nome de Porto do Fundão, dado por eles por causa da furna em que o rio corre. Enquanto tentavam achar ouro na costa ocidental da serra, os bandeirantes encontraram as fontes, que formavam um ribeirão repleto de cachoeiras e em cujas margens assentaram seu primeiro arranchamento. O local é muito próximo de onde está estabelecida hoje a Pousada do Rio Quente. A descoberta estimulou novas explorações no leito dos córregos. Não demorou muito e a planície revelou outras fontes termais, menos abundantes, mas de temperatura mais alta. E para diferenciar os dois sítios, o da encosta da Serra e o da planície, deram-lhes os nomes de Caldas Velhas e Caldas Novas. Por volta do ano de 1770, o minerador Martinho Coelho de Siqueira tomou conhecimento do ouro encontrado nas encostas da Serra, no local que ficara conhecido como as Águas Santas de Santa Cruz. Ele deixou Santa Luzia (hoje Luziânia) e se transferiu para o local com parentes, agregados, escravos e tudo o que tinha.
Do descobrimento das águas ao começo das Caldas
Martinho tomou posse das terras que ficavam na margem esquerda do córrego de Caldas e toda a terra da margem direita acima das nascentes da água quente (onde está hoje o CTC). Na outra margem, instalou-se seu filho Antônio. Fixados nesse local, eles descobriram as Caldas do Pirapitinga, e com essa descoberta, conforme disse Juca de Godoy, “formou-se assim a trindade das fontes termais: Caldas Velhas, Caldas Novas e Caldas do Pirapitinga”. Celestino Filho expressou em um belo poema uma reflexão moral sobre a troca do ouro pelas águas:
Da mineração do ouro às descobertas medicinais das águas quentes
As Caldas Velhas já eram conhecidas pelo menos desde 1783, havendo até mesmo, instalações de trabalho já abandonadas nesta época. O mais interessante é que já se tinha uma avaliação rudimentar do poder curativo das águas, uma preocupação constante de governantes de Goiás, de naturalistas e pessoas interessadas nas propriedades medicinais das Caldas. Pouco tempo depois, o governador Fernando Delgado Freire de Castilho aliviava suas dores de origem reumática com banhos nas águas quentes de Caldas. Ao receber a visita do naturalista francês Saint Hilaire em 1819, insistiu para que ele não deixasse de passar pelas águas quentes. O naturalista atendeu ao convite e registrou em seu diário os dias em que permaneceu hospedado na Fazenda Caldas.
Em 1838, o governo da Província solicitou ao doutor Vicente Moretti Foggia, médico italiano radicado em Goiás, uma análise acurada das propriedades da água. No mesmo ano, essas mesmas observações foram repetidas pelo doutor Manoel de Mello Franco, que veio de Minas Gerais em missão oficial. Na década seguinte, em 1842, coube ao doutor João Maurício Faivre fazer novas observações. E na última década do século 19, em 1893, a Comissão Cruls, que estava demarcando o território para o futuro distrito federal, manda até Caldas o seu mais competente técnico, o doutor Antônio de Azevedo Pimentel. Já no século 20, por interesse e trabalho de representantes de Goiás no Congresso Nacional, especialmente do senador Olegário Pinto, foram feitas novas análises e relatórios por Alceu Vitor Rodrigues (1905), Teófilo Lee (1913) e finalmente Orozimbo Correia Neto (1918), que produziu um relatório amplamente divulgado. Desde o final do século 18, à medida que as tentativas de enriquecimento pela mineração de ouro foram fracassando, foi-se fixando cada vez mais o conhecimento sobre a virtude das águas.
A Fundação do Arraial das Caldas Novas
Durante toda a primeira metade do século 19, ao mesmo tempo em que pessoas enfermas procuravam as Caldas, a população também foi crescendo. Famílias de diversos lugares, especialmente de Minas Gerais e São Paulo, estabeleceram-se na região. Em 1840, foi a vez de Luís Gonzaga de Menezes chegar ao local. Após se casar com Rita Parreira, Menezes se instalou na região. A reunião dos dois patrimônios o tornou um homem muito poderoso, mas, sobretudo, preocupado e responsável. Ao visitar o Arraial que existia então, conhecido como Quilombo, Luís Gonzaga de Menezes ficou abalado com a miséria predominante. Tomou a decisão de promover a mudança da situação. Em 1848, quando os herdeiros do tenente Coelho, Antônio Coelho de Siqueira, venderam seus direitos para Domingos José Ribeiro, Luís Gonzaga de Menezes associou-se a este para impulsionar a criação de um núcleo populacional. Os trabalhos de demarcação dos terrenos e da praça começaram no ano seguinte, em 1849. A pedido de Luís Gonzaga, Domingos doou a gleba de terras para o assentamento do Arraial das Caldas Novas. A doação foi formalizada em janeiro de 1850 e os moradores do Quilombo foram chamados para se transferirem para o novo arraial, o que só foi aceito por alguns. O coronel Luís tornou-se, a partir daí, a alma do Arraial. Acompanhou as obras cotidianamente, chegando a construir junto à praça (onde ficava o cinema) um ranchão para estar sempre junto aos trabalhos.
A igreja Matriz

Construída em 1850, a Igreja de Nossa Senhora das Dores é considerada a construção mais antiga de Caldas Novas. Localizada no Centro da cidade, a Igreja Matriz, mesmo tendo passado por reformas, ainda retrata em suas paredes e colunas de madeira, um pouco da cidade que ainda era intendência e que já mostrava traços de prosperidade.
15 de setembro - Dia dedicado a Nossa Senhora das Dores. A imagem de Nossa Senhora sendo trespassada no alto do calvário, por uma espada de dor, é motivo de devoção muito antiga. A devoção às dores de Maria tem um fundamento bíblico nas palavras proféticas do Velho Simeão: "Tua alma será atravessada por uma lança". Aliás, o próprio Evangelho põe em evidência a presença de Maria ao pé da cruz: "Junto à cruz de Jesus estava de pé sua Mãe". A presença de Maria era uma presença de solidariedade nas dores do Filho com nossa redenção. A festa põe em destaque a participação ativa de Maria nos sofrimentos redentivos de Cristo. Ela nos faz também compreender a necessidade de unir nossos sofrimentos aos de Cristo.
Do arraial à vila
Aos poucos, o arraial foi se expandindo. E não foi só em volta da igreja. Uma rua paralela foi traçada ao lado das fontes termais, onde foi construída a casa paroquial, no mesmo alinhamento de outras casas de particulares. O movimento de tropas de boiadas e comitivas foi aumentando e logo começou a funcionar uma barca no porto do Limoeiro (entre Corumbaíba e Caldas Novas). Entretanto, havia limitações de transporte, pelo fato de não se ter uma ponte sobre o rio Corumbá. A necessidade dessa ponte era sentida até em Santa Cruz, mas afligia mais Caldas Novas que, sem ela, era um fim de linha ao qual só se podia chegar normalmente por Morrinhos. A figura mais expressiva dessa época foi o coronel Luís Gonzaga de Menezes, que ao final ficou no esquecimento. Diz Juca de Godoy: “Faleceu Luís Gonzaga de Menezes em 27 de dezembro de 1874, tendo sido sepultado dentro do templo. Porém, o CONSTRUTOR de Caldas Novas permanece olvidado (esquecido)...”
A História da ponte - O Sonho de ter uma Ponte
Construir uma ponte sobre o rio Corumbá, abrindo o trânsito do sul de Goiás para a capital e, na direção contrária, criando um corredor para escoamento da produção, era um sonho acalentado por várias comunidades durante toda a segunda metade do século 19. Em Santa Cruz existiu até uma associação pela construção da ponte.
A Ponte de Madeira
Em 1909, o fazendeiro Joaquim de Deus Passos, o Quincão, que tinha propriedade às margens do Corumbá, havia conseguido a concessão do governo e construído uma ponte de madeira. Para grande frustração de todos, a ponte foi levada pela cheia do Corumbá em 1910, um ano depois de entrar em funcionamento. Mas os benefícios obtidos nesse curto espaço de tempo foram suficientes para que produtores e população em geral tivessem a certeza de que a ponte era a solução para o progresso local.
A Urbanização de Caldas Novas
Os anos que vão de 1909 a 1923 foram os mais importantes da história de Caldas. Entre 1909 e 1910, o coronel Bento aprovou o projeto de Juca de Godoy para urbanizar a corrutela que Caldas representava na época. Com o auxílio do teodolito, Juca implantou o traçado urbano generoso e amplo (o mesmo que existe no centro de Caldas até hoje), retificando e alargando as ruas, criando praças e preparando a vila que, em 1911, tornou-se sede do município de Caldas Novas.
A Ferrovia chega a Ipameri
Em 1913, a ferrovia saltou o Paranaíba e reforçou a importância de uma ponte que permitisse a construção de uma estrada de rodagem ligando Caldas Novas a Ipameri. A possibilidade concreta disso se tornar realidade começou a ser articulada em julho desse ano, com a posse do governador Olegário Pinto. O então prefeito de Caldas, coronel Bento de Godoy, adquiriu duas diligências para serem colocadas numa linha de Caldas a Ipameri: uma até o rio Corumbá e a outra, da margem oposta até Ipameri. Finalmente, em 1918, o coronel Bento conseguiu do presidente João Alves de Castro a concessão para exploração dos serviços da ponte. Em troca do pedágio, Bento de Godoy arcou com os duzentos e oitenta contos de réis que a ponte custou.
A ponte que mudou tudo

O dia 31 de janeiro de 1920 marcou a inauguração da Ponte São Bento sobre o rio Corumbá, no local conhecido como rochedo de São Benedito e São Bento, ligando Caldas Novas a Ipameri. Ipameri era a ponta dos trilhos da estrada de ferro, a última estação, sendo ligação permanente e regular com o Centro-Sul do País. A ponte significava romper de vez o isolamento secular que limitava as possibilidades de crescimento de Caldas Novas e de todas as localidades da região. Por isto, seu idealizador, coronel Bento de Godoy, a construiu e pagou do próprio bolso o valor total de 280 contos de réis. Para tanto, ele contou com o trabalho competente de seu sobrinho e braço direito, o engenheiro José Teófilo de Godoy, o Juca de Godoy, que fez os cálculos preliminares após a escolha do local onde seria construída. Nos anos seguintes, Juca tornou-se prefeito de Caldas Novas e construiu como prefeito e como engenheiro a estrada de rodagem (como se dizia então) até Ipameri. Apesar dos altos custos da obra, devido ao relevo acidentado da região, este projeto também foi financiado pelo coronel Bento. O apoio político do então governador e futuro senador Olegário Pinto também foi decisivo na concretização destas obras. Grande amigo de Caldas Novas e apaixonado pela região, Olegário esteve associado a todas as etapas de avanço da ferrovia em território goiano. Mas após sua morte, em 1929, a ferrovia não mais avançou e o projeto de levá-la até a capital, Cidade de Goiás, foi abandonado.
Do Projeto à Construção, uma saga
Os cálculos preliminares, o levantamento topográfico, bem como o projeto, foram sugeridos por Juca de Godoy. Mas um engenheiro francês, com grande experiência na construção de obras de arte, foi encarregado da obra e confirmou todos os cálculos. A ponte pênsil São Bento, com 200 metros de extensão, foi inaugurada em 31 de janeiro de 1920. O cimento portland utilizado, bem como o ferro das estruturas e os cabos de sustentação, vieram da Inglaterra. Quase todos os operários vieram de fora, já que não havia mão-de-obra qualificada na região. Todo o transporte de material ainda foi feito em carros de boi. Além disso, o coronel teve que adquirir as terras nas duas margens do rio, pertencentes ao barqueiro Romano, que tinha o direito de passagem. Na inauguração da ponte, foram montados ranchos para o churrasco, com direito a banda de música e foguetes. A madrinha da ponte foi a filha do coronel Bento e mulher de José Gumercindo Márquez Otero, Maria Aparecida. E o coronel ainda reservou uma surpresa para seus convidados. Depois da bênção e inauguração solene, ele fez uma pequena boiada de 40 cabeças atravessar livremente a ponte como demonstração de solidez. Gradualmente, a ponte foi dotada de todos os recursos possíveis: casa de administrador, curral, rego d'água, e ranchos para tropeiros, carreiros e boiadeiros. As diligências funcionavam perfeitamente. Até uma linha telefônica foi instalada na ponte. Um ano depois era inaugurada a estrada até Ipameri.
Evolução Institucional
De acordo com documentação oficial, a criação do município de Caldas Novas obedece a seguinte cronologia:
- 1857 A resolução provincial n. 6, de 5 de outubro de 1857, cria o distrito de Caldas Novas, no município de Vila Bela do Paranaíba (Morrinhos);
- 1859 A lei provincial n. 6, de 19 de agosto de 1859, suprime o município de Vila Bela e anexa seu território ao município de Pouso Alto. Caldas Novas passa a ser distrito de Pouso Alto (Piracanjuba);
- 1871 A lei provincial n. 463, de 19 de junho de 1871, restabelece o município com o nome de Vila Bela de Morrinhos e Caldas Novas volta a ser distrito de Morrinhos;
- 1911 A lei estadual n. 393, de 5 de julho de 1911, cria o município de Caldas Novas, com território desmembrado de Morrinhos, sendo instalado a 21 de outubro do mesmo ano;
- 1920 No Recenseamento Geral do Brasil, de 1920, o município de Caldas Novas aparece com dois distritos, o da sede e o de Marzagão;
- 1923 Caldas Novas recebe foros de cidade;
- 1936 Na Divisão Territorial do Estado estabelecida por lei em 31 de dezembro de 1936, o município de Caldas Novas tem três distritos: Caldas Novas (sede), Boa Vista do Marzagão e São Sebastião do Sapê;
- 1937 A lei estadual n. 123, de 15 de junho de 1937, cria a comarca de Caldas Novas.
- 1938 A nova divisão territorial, fixada pelo decreto-lei estadual n. 1233, de 31 de outubro de 1938, suprimiu o distrito do Sapê, permanecendo o da sede (ao qual é anexado o território do Sapê) e o de Marzagão. Essa divisão permaneceu até 1948.
Caldas Novas rural

De todas as velhas fazendas que marcaram a ocupação permanente da terra no município de Caldas Novas durante o século 19, sem dúvida a Fazenda do Pedrão é a mais notável. A sede da fazenda cuja área original encontra-se hoje fracionada fica a cerca de vinte quilômetros da cidade. Foi edificada por Cândido Gonzaga de Menezes, filho do fundador de Caldas, entre 1873 e 1878. Além do magnífico casarão (restaurado e mantido pelo seu atual proprietário, Wilson Godoy), que constitui um exemplo precioso da arquitetura vernácula (própria da região), a porta (nome que se dava às sedes de fazenda) da Fazenda Pedrão foi dotada sucessivamente de um sistema de bicas de abastecimento de água, casa de desnatar, casa de farinha, moinho de cereais, serraria, turbina ligada na bica da serraria, além da curralama, paióis, barracões e tudo que era necessário para o funcionamento autônomo de uma fazenda moderna do final do século 19. Quem percorre as instalações da sede da Fazenda do Pedrão, procurando imaginá-la como um conjunto em funcionamento, respeita a criatividade, a coragem e a persistência dos pioneiros.
Expansão recente - O crescimento urbano
O desenvolvimento urbano de Caldas Novas chama a atenção pelos números expressivos. Em 1996, a cidade cresceu a uma taxa de 20,8% ao ano. Foi o segundo maior crescimento do Brasil. Nos últimos 20 anos, sua população cresceu mais de 500%. O lado positivo desse processo de desenvolvimento é que Caldas Novas se tornou uma cidade receptora de investimentos e capitais. Entretanto, o custo social é elevado, já que todo esforço do setor público tem de girar em torno do atendimento às necessidades de saneamento, saúde, educação, segurança etc. Apesar das dificuldades, a cidade tenta manter o cuidado com o planejamento urbano, uma de suas marcas desde a emancipação.
Letras

A cidade de Caldas Novas cultua devidamente os seus valores literários. Exemplo disso é a constituição da Academia de Letras e Artes de Caldas Novas. A Academia foi fundada em 31 de agosto de 1990 pelos professores Álvaro Catelan e Genesco Bretas, além de Oscar Santos e Enoc Corrêa, e reúne pessoas que devotaram parte de sua vida à educação e à arte literária. A Academia de Letras e Artes de Caldas Novas permite recuperar a tradição instaurada desde 1916, quando existiu nesse município o Grêmio Literário Recreativo Minerva. Esse grêmio visava despertar os jovens para a prática da leitura. A cultura local nessa época encontrou em Orcalino Santos, Pedro Branco de Souza, Mestre Orlando Rodrigues da Cunha, Cyro Palmerston Guimarães, Pedro Celestino da Silva, José Virgiliano do Carmo, João de Ozeda Ala, Odilon de Souza, José Theóphilo de Godoy, os primeiros incentivadores e mecenas das artes literárias da cidade. Outro grande destaque literário de Caldas Novas foi Maria Cândida de Godoy. Filha de Juca de Godoy e Dona Béssie Borges de Godoy, tornou-se a melhor declamadora de poemas da cidade, chegando mesmo a fazer um curso de Declamação no Rio de Janeiro. Por ter uma memória privilegiada e disciplinada, contava histórias e estórias de Caldas Novas de forma totalmente despretenciosa e natural. Desta mesma linhagem de intelectuais, Caldas deu a Goiás a sensível e modesta figura do Professor Bretas. Genesco Ferreira Bretas nasceu em Caldas Novas em 1911. Foi professor da Universidade Federal de Goiás e um dos maiores estudiosos da história da Educação no estado, além de ter sido um dos pioneiros na implantação dos cursos de educação na UFG e na Universidade Católica de Goiás. Nesse sentido, vale relacionar sua obra História da Instrução Pública em Goiás, livro fundamental para os estudiosos de História. Oscar Santos é outro nome de destaque na história de Caldas Novas. Além de político, era reconhecido por sua memória invejável e por personificar o zelo pela memória histórica de Caldas Novas. Juntamente com Celso de Godoy, fundou o primeiro jornal editado na cidade, denominado O Kró. Este jornal circulou por cinco anos na cidade, na década de 30. Celso de Godoy, outro importante incentivador das artes e da literatura em Caldas Novas, merece um especial destaque. Formado em Odontologia e Farmácia em Uberaba, era o maior responsável pelo setor da saúde em Caldas Novas, visto que mantinha sua atividade de farmacêutico e dentista. Mesmo assim, nunca se descuidou das letras, tornando-se jornalista e incentivador da Academia de Artes de Caldas Novas. Leitor assíduo, chegou a ter uma biblioteca com mais de oitocentos títulos.
Folia de Reis
As festas em louvor aos santos padroeiros do município são realizadas no período de junho a julho. Vale dizer que nos povoados pertencentes hoje ao município de Caldas Novas comemoram-se Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Guia e São Sebastião, bem como Santa Luzia, Nossa Senhora de Fátima e a festa do Divino Pai Eterno. Estas festas têm um ritual comum: alvorada com foguetório ao amanhecer e repique dos sinos das igrejas. Normalmente, duram em torno de cinco dias.
Em Caldas Novas, as Folias de Santos Reis começam no dia 24 ou 25 de dezembro, encerrando-se no dia 6 de janeiro. Existem três grupos de Folia: a companhia Papuã, a Folia da Bocaina e a folia da cidade de Caldas Novas.